A temporada de ajuste de contas com o Leão em 2026 exige atenção redobrada, especialmente com a digitalização total dos cruzamentos de dados da Receita Federal. A declaração de empréstimos é um dos campos onde os contribuintes mais cometem deslizes, muitas vezes por falta de informação técnica ou simples esquecimento de detalhes que o fisco já conhece através das instituições financeiras.
O objetivo da Receita ao monitorar suas dívidas é validar a sua variação patrimonial. Se o seu patrimônio cresceu, mas sua renda declarada não justifica esse aumento, os empréstimos servem como a prova de que aquele dinheiro veio de uma fonte externa legal. Omissões ou erros nesse preenchimento acendem um alerta imediato nos sistemas do governo.
Veja mais em: Guia completo: Como declarar empréstimos e dívidas no IRPF
Fique atento aos erros comuns que geram notificações:
- Omitir dívidas acima de R$ 5.000: Muitos acreditam que empréstimos pessoais ou o Consignado CLT não precisam ser declarados. Na verdade, qualquer dívida superior a esse valor em 31/12 deve constar na ficha de “Dívidas e Ônus Reais”.
- Confundir Financiamento com Empréstimo: Financiamentos de veículos ou imóveis (onde o bem é a garantia) devem ser declarados em “Bens e Direitos”, informando apenas o valor pago até a data, e não o saldo devedor total em dívidas.
- Divergência de Saldos: Informar valores diferentes dos que constam no informe de rendimentos oficial enviado pelo banco. O fisco cruza esses dados centavo por centavo.
- Empréstimos entre Pessoas Físicas: Não informar o CPF de quem emprestou o dinheiro (ou o de quem recebeu). Ambas as declarações precisam bater perfeitamente para evitar a malha fina.
- Esquecer do “Troco” no Refinanciamento: Ao refinanciar uma dívida e receber um valor extra, é preciso atualizar o saldo devedor e discriminar a operação corretamente.
Para evitar dores de cabeça, a regra de ouro em 2026 é o uso do Informe de Rendimentos digital. Com ele em mãos, você garante que os dados cadastrais e os valores de quitação anual estejam idênticos aos registrados pelo banco. Além disso, manter um histórico de notificações das suas parcelas ajuda a conferir se os juros pagos estão alinhados com o que foi contratado.
O planejamento financeiro moderno inclui a transparência fiscal. Declarar corretamente seus suportes financeiros, como a Antecipação do FGTS ou o crédito consignado, é a melhor forma de proteger seu CPF e manter sua saúde financeira em dia.
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