Erros na declaração de empréstimos que levam a malha fina

A temporada do Imposto de Renda em 2026 exige atenção redobrada, especialmente no preenchimento da ficha de “Dívidas e Ônus Reais”. A declaração de empréstimos é um dos pontos onde a Receita Federal mais cruza dados, e qualquer inconsistência entre o que você informa e o que as instituições financeiras reportam pode te colocar direto na malha fina.

Muitos contribuintes acreditam que apenas dívidas altas precisam ser declaradas, mas a regra é clara: valores superiores a R$ 5.000,00 devem constar no ajuste anual. O segredo para evitar problemas é a precisão dos dados e o acompanhamento rigoroso do informe de rendimentos fornecido pelo banco.

Veja mais em: Caiu na malha fina por erro no informe de rendimentos? Saiba como agir

Os principais deslizes no preenchimento

Para garantir que você não cometa erros comuns, separamos os pontos de maior risco na hora de prestar contas ao Leão:

  • Omitir o Saldo Devedor: É necessário informar o saldo exato da dívida em 31/12/2024 e 31/12/2025. Esquecer de atualizar esses valores é um convite para a fiscalização.
  • Confundir Empréstimo com Financiamento: Atenção! Financiamentos de imóveis ou veículos pelo Sistema Financeiro de Habitação (SFH) não entram em “Dívidas e Ônus”, mas sim na ficha de “Bens e Direitos”.
  • Não Declarar Empréstimos entre Pessoas Físicas: Se você pegou dinheiro emprestado com um familiar ou amigo (acima de R$ 5 mil), isso também deve ser declarado. A Receita cruza o seu “ônus” com o “direito” de quem emprestou.
  • Valores Divergentes: Informar um valor pago diferente do que consta no extrato bancário oficial gera um alerta imediato nos sistemas do fisco.

Como garantir uma declaração segura

A melhor forma de evitar a malha fina é utilizar a declaração pré-preenchida, disponível para quem possui conta Gov.br níveis Prata ou Ouro. Ela já traz boa parte das informações bancárias, mas a conferência manual ainda é indispensável. Lembre-se que a declaração de empréstimos mal feita pode bloquear sua restituição e gerar multas pesadas.

Mantenha todos os seus comprovantes e contratos organizados por pelo menos cinco anos, pois esse é o prazo que a Receita tem para questionar qualquer dado informado.

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